Dorival Caymmi

Muito difícil escrever algo novo sobre a obra de Dorival Caymmi na ocasião de seu centenário, mas lembrá-lo, com o devido elogio, é mais importante do que pretensões de originalidade. Com o risco (e os prazeres) que o estabelecimento destas listinhas traz, coloco-o acima de Noel Rosa e Ary Barroso em importância para a canção brasileira, apenas atrás de João Gilberto e Tom Jobim, e em pé de igualdade com Chico Buarque – desempatá-los é difícil, são trabalhos muito diferentes, ambos de grandeza inegável.

É engraçado quando fãs de rock tentam estabelecer qual foi o primeiro álbum conceitual da história, mais ainda quando apontam “Sgt. Peppers”. Os Beatles já fizeram tantas coisas bonitas, não precisamos lhes atribuir prerrogativas que lhes passam longe. Em primeiro lugar, “Peppers” não é um álbum conceitual; depois, em 1967 já haviam sido gravados dezenas de álbuns conceituais. O magnífico “Canções Praieiras”, de Caymmi, é de 1954, ainda em dez polegadas.

Na verdade, como me disse meu amigo Danilo Nakamura em insight do qual provavelmente não se lembra, Caymmi pode ser considerado o primeiro compositor conceitual de canções. Quase toda a sua obra pode ser dividida em três vertentes: os sambas sacudidos (“O que é que a Baiana Tem?”, “Maracangalha”, “Você Já Foi a Bahia?”, “Samba da Minha Terra”), os sambas-canção (“Marina”, “Nem Eu”, “Só Louco”, “Sábado em Copacabana”) e as canções praieiras (“O Mar”, “História de Pescadores”, “É Doce Morrer no Mar”, “O Bem do Mar”).

Sozinhas, as vertentes de sambas sacudidos e sambas-canção já lhe garantiriam posto de destaque na canção brasileira. De modo geral, os sambas sacudidos tratam de temáticas regionais, e os sambas-canção apresentam espírito urbano, identificados com a vida de Caymmi no Rio de Janeiro, mas há exceções: “Dora” é um samba-canção regional, “A Vizinha do Lado” é um samba sacudido bem carioca. Quando se somam a isso as canções praieiras, gênero que Caymmi inventou e do qual foi o único defensor digno de nota, pode-se colocá-lo entre os grandes brasileiros da história.

(Ainda devemos lembrar que as poucas exceções a esse esquema de três blocos são constantemente obras-primas: a moda regional “Peguei um Ita no Norte”, a cantiga de ninar “Acalanto”, a valsa “… das Rosas”, seu maior sucesso internacional, transformado em standard do jazz, etc.)

As canções praieiras trazem para a música as aventuras, glórias e tragédias da vida litorânea. De maneira preconcebida por Caymmi, soam como folclore, como se já estivessem sempre por aí, pairando no ar, cabendo ao compositor captá-las e traduzi-las para o povo. São essas canções as que mais pesam em sua obra para uma análise muito comum em estudos: o fato de que, juntamente com a literatura de seu “irmão” Jorge Amado, aliás parceiro em “É Doce Morrer no Mar” e outras canções, a música de Caymmi inventou a Bahia, formando o imaginário cultivado pelas pessoas que nunca tiveram a chance de lá pisar, assim como, anos depois, Brian Wilson faria com a Califórnia. Ainda em analogia com compositores americanos – e nacionalistoides babões se surpreenderiam ao saber que Caymmi era um grande conhecedor de jazz –, embora haja grandes diferenças formais em suas canções, sinto um parentesco inusitado entre sua obra e a de Irving Berlin: ambos fazem canções tão simples, de falsa ingenuidade, que o ouvinte menos atento pode não perceber o quão sofisticadas são. E muitos cantarolam muitas de suas canções sem nem desconfiar de quem é a autoria, como se fossem instituição nacional.

Aliás, é curioso que, quando se trata de pensar na figura de Caymmi, o mais constante adjetivo a aparecer seja “preguiçoso”. Esse rótulo foi até usado pelo próprio compositor como forma de marketing, e encontra a justificativa mais óbvia em sua produtividade: em cerca de 60 anos de carreira, foram escritas coisa de 120 canções, uma média de duas por ano ativo, número realmente irrisório quando se pensa em, sei lá, Duke Ellington.

Acontece que o “aproveitamento” dessas poucas canções de Caymmi é absurdo: todas as que já citei neste artigo são muito conhecidas, e ainda há “Vatapá”, “Rosa Morena”, “Saudade de Itapoã”, “Saudade da Bahia”, “João Valentão”, “Lá Vem a Baiana”, “Oração da Mãe Menininha”, “Modinha Para Gabriela”, “Eu Não Tenho Onde Morar”, “A Jangada Voltou Só”, “Doralice”, e eu teria ir a um número muito próximo às tais 120 para uma coletânea realmente exaustiva. É uma carreira quase sem “lados B”. Que outro compositor popular brasileiro tem um número tão grande de hits? Nem Tom Jobim. Sem entrar no mérito da qualidade das composições, para conseguirmos uma comparação à altura, teríamos de pegar algum exemplo entre músicos cuja obra ainda não foi devidamente testada pelo tempo, como Lulu Santos. Devemos lembrar que Guilherme Arantes era um hitmaker assombroso em meados dos anos 70 e 80, e hoje, para as mais novas gerações (e isso entre os mais informados), restam “Amanhã”, “Meu Mundo e Nada Mais” e a infantil “Lindo Balão Azul” – todas ótimas, por sinal.

O desejo expresso de Caymmi era fazer canções que ficassem além de sua lembrança como autor, cantadas soltas por aí como “Ciranda Cirandinha”. Ainda em vida, esse desejo já havia se tornado realidade para Caymmi, mas o desrespeitemos respeitosamente e louvemos seu nome neste centenário: Dorival Caymmi.

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Jejum de Sexta-feira Santa

– Eu não tô comendo carne hoje, mas vocês podem pedir o que quiserem, eu me viro sozinha com alguma coisa aqui.

– Não sabia que você era religiosa.

– É por causa da Sexta-feira Santa, né?

– Antigamente não podia comer carne na Semana Santa inteira.

– Não, antigamente não podia comer carne durante a quaresma inteira.

– Mas a quaresma já acabou.

– Como já acabou?

– A quaresma vai desde quando Jesus se retira para meditar até o Domingo de Ramos, quando ele volta, foi domingo passado.

– Peraí, então antigamente não podia comer carne durante a quaresma inteira, daí a partir do Domingo de Ramos tava liberado, depois não podia de novo na Sexta-feira Santa, e voltava a poder na Páscoa? Que complicado.

– Não sei. Minha mãe mandou não comer carne nem hoje nem na quarta passada.

– Quarta-feira? O que tem a quarta-feira a ver com a história?

– Não é a última ceia? Não faz sentido não poder comer na última ceia.

– Não, é o dia que Jesus lavou os pés dos outros, não é?

– Não sei, mas agora tô lembrando que meu tio não come carne em nenhuma quarta, nem em nenhuma sexta do ano.

– Do ano inteiro?

– Os padres falam uma coisa, os tios outra, as mães outra, em quem devemos confiar?

– Na minha mãe.

– Na sua mãe? Ou cada um na sua respectiva mãe?

– Vocês que se virem. Eu confio na minha mãe.

– É, é complicado porque sua mãe pode não estar sempre disponível para a gente o tempo todo. Vou ter de confiar na minha mesmo. Ou no padre. No meu tio não. Nem fodendo.

– Não fala palavrão na Sexta-feira Santa.

– Você tá se achando porque não tá comendo carne hoje. Você está no bar na Sexta-Feira Santa! Assistiu Game of Thrones, aquele seriado ímpio, na Sexta-Feira Santa! Isso é muito pior do que comer carne.

– Jesus não tinha problema com álcool, transformou água em vinho.

– E quem disse que ele tinha problema com carne?

– Não sei se tinha problema com carne, mas ele multiplicou peixes, não picanhas.

– Peixe não é carne?

– Não conta como carne.

– Eu sempre achei isso um absurdo, era pra Sexta-feira Santa ser dia de sacrifício, e as pessoas se entopem de bacalhau, que é mais caro do que picanha. Eu não dou bola pra bacalhau, mas minha mãe gosta mais do que tudo, não é sacrifício nenhum, e ainda ficam olhando com ar de reprovação pra quem tá comendo um bifinho de segunda.

– Não é questão de preço, é a simbologia.

– A simbologia de comer uma carne de setenta paus o quilo e se considerar em jejum?

– E frango, pode?

– Não pode.

– Por que peixe é mais matável do que frango?

– Peixe não tem alma.

– Mas vem cá, se o que não pode é comer carne… Carne é um músculo, certo? Então, mesmo que seja de boi, pode comer fígado, miolo, coração, porque são órgãos, não são músculos.

– Claro que coração é um músculo!

– É, ele se mexe.

– Então o que se mexe é músculo? Eu não era muito bom de biologia.

– Dá pra perceber.

– Mas fígado não é músculo, né?

– Não.

– Olha só, verdade, fígado pode.

– Gente, para, eu não quero fígado, prefiro ficar com a batata frita.

– Mocotó também pode.

– Mocotó… E bacon!

– Não, bacon até tem um pouco de carne. Mas se for torresmo, só a pele frita…

– Vix, olha só, fechou, uma porção big de torresmo com limão pra Paula.

– Gente, olha a cara dela, tá considerando seriamente a possibilidade…

– Liga pra consultar sua mãe!

– Ai, melhor ficar com a batata frita mesmo.

– Pede com bacon.

– Que bacon o quê…

– Pede pra vir à parte, aí eu como. Se você pedir, mas não comer, não é pecado.

– Verdade, eu tinha um amigo vegetariano que era chapeiro de uma hamburgueria.

– Outra coisa que nunca entendi é esse negócio de ressuscitar depois de três dias. Sexta, sábado, domingo… São dois dias!

– É. Juridicamente, ou você conta o primeiro dia do prazo e exclui o último, ou conta o último e exclui o primeiro.

– Acho que Deus deveria definir regras mais claras. Tem muita metáfora, parábolas, simbologia. Não dá pra saber o que é pra cumprir ao pé da letra e o que é pra interpretar mais livremente.

– Regras? Quer regras mais claras do que os dez mandamentos?

– Isso foi bem antes da Semana Santa.

Vestido verde

Já reparou? Quando nos pedem um exemplo de pessoa bonita, ou uma lista representativa da beleza humana, seja em papo de boteco ou em revistas ruins, geralmente os nomes que aparecem são de atores e atrizes. Por quê? Tentei teorizar um pouco sobre isso: a classe dos atores naturalmente atrairia espécimes belos? Mais do que as classes dos psicólogos, contadores e marceneiros, por exemplo? Ou seria o volume de exposição que nos leva a considerar alguns ícones das artes dramáticas como padrão de beleza? Atores aparecem mais, são mais conhecidos do que políticos, líderes religiosos, estrelas da música pop e chefes de escritório, será?

Não sei se chega a auxiliar a resposta da questão proposta por mim mesmo, no fundo isso nem me interessa muito, só uma variação da causa mortis da bezerra a tomar meu pensamento, mas lembro que atores representam. As imagens que nos chegam de atores e atrizes estão escoradas em representação, produção, idealização, ilusão. Essa magia tem grande carga atrativa – por mais bem-feitinho que seja seu chefe, o roteiro enorme, que ele nunca para de improvisar, dia após dia, na frente de todos, fatalmente irá constrangê-lo em algum momento. Eventualmente, a paixão pueril ou o interesse maduro podem levar vícios grotescos a ser relevados, mas para a consagração crítica, para a apreciação geral, para chegar o ponto de distinguir-se uma constante em todo um grupo, é preciso mais do que isso.

Eu repito para mim mesmo: representações.

Nunca cheguei a vê-la com aquele vestido verde, você não o quis usar na minha frente. Mas na imagem que me vem quando falam seu nome – quase sempre o de alguma homônima, na verdade – ele envolve a sua figura, magnífico, magnífica, sublimes os dois. Nele, você desbanca a maior entre as mais belas atrizes que, em preto e branco e foco flou, desafiam o tempo e o mistério. Mas só eu posso gozar desta imagem, minha cara, só a mim você me aparece desta maneira, para este espanto, nesta ideia do transcendente. Para ser sincero, folgo em saber que nem você mesma pode ter o prazer de ver-se assim tão deslumbrante em seu vestido verde – meu vestido verde.

Não sei por onde você anda, nem quero saber, tenho mais com o que me ocupar, sinceramente. Nem vou cair na mentira tão repetida, aquele papo socialmente louvável do “espero que esteja feliz”. Sobrou nada para ser esperado. Mas confesso, às vezes me pego pensando que gostaria de ter mantido algum contato com o vestido verde, uma relação cortês, sabe? Trocar uma ideia, como ele tem passado, ainda frequenta os mesmos lugares, está assistindo a alguma série legal, e o emprego, e a família, e este tempo sempre nublado?

Mas não, bobagem, melhor não, a distância ajuda a preservar o traje. O que me representa “vestido verde”, para sempre só para mim, restou-me como privilégio.

Manual de autoajuda, boa conduta, maneiras e postura

– Ao contrário do que muitos pensam, a célula rítmica mais adequada para a família com Deus pela liberdade não é a marcha, mas sim a polca.

– Quando se fala de Jesus, estamos falando de alguém todo homem e todo Deus, que multiplicou pães e peixes, transformou água em vinho, curou enfermos, ressuscitou Lázaro e ainda conseguiu, ele próprio, ressuscitar. Nesse contexto, é perfeitamente razoável supor que ele possa ter sido mesmo loiro de olhos azuis, independentemente de onde tenha nascido. Não há razão para pegar no pé de Hollywood por isso.

– Numa festa de casamento, não use branco, a não ser na ocasião de você mesma ser a noiva. Numa reunião de reencontro da turma do colégio, não use branco, preto, cinza, marrom, vermelho, amarelo, azul, verde, laranja, rosa ou violeta. Estampas também estão proibidas.

– Sempre tenha chapéus em casa, para a possibilidade de ir ao jóquei, e bonés, para a possibilidade de ir ao estádio. Não confundir as ocasiões adequadas para o uso desses adereços.

– Ofensas em proparoxítonas são as mais duras, devendo ser guardadas só para ocasiões especiais. Exemplos: pusilânime, energúmeno, fétido, pútrido, déspota, bígamo.

– Sentenças que começam com “todo homem…” ou “toda mulher…” tendem a ser falaciosas.

– A obsolescência das aulas de sapateado e dos relógios de bolso são provas inequívocas da decadência da civilização ocidental.

– O uso da expressão “meu anjo” não se enquadra na categoria “flerte esportivo”, sendo antes expressão de assédio sexual costumeiramente usada por velhos babões e estando sujeita, portanto, a pena criminal.

– Caso você não seja candidato a algum cargo eletivo, não há necessidade de cumprimentar uma a uma, com beijinhos e sorriso aberto, todas as 30 pessoas da roda.

– Em ambiente de trabalho, é recomendável esperar distância de 15 metros antes de começar a espalhar rumores maldosos sobre determinada pessoa.

– O fato de, na ocasião de algum incauto deixar sua conta de facebook aberta, sempre aparecerem frases do gênero “sou viado” mostra o quão sexista, machista, homofóbica e reacionária é a nossa sociedade. Pela igualdade entre gêneros, as mulheres, em situação semelhante, também devem ser vítimas de bullying. Sugestões: “tô grávida, gente”, para as solteiras, e “separei, de volta ao mercado”, para as casadas.

– Mulheres grávidas devem ser sempre parabenizadas, ainda que você se lembre vivamente de, ainda no mês passado, ter ouvido de uma delas a expressão “Deus me livre” ao comentar a possibilidade de ter filhos. Não há necessidade de parabenizar pais.

Homens e seus pipis

Juro que queria ter um posicionamento progressista, ser benquisto na Vila Madalena, distanciar-me do alinhamento com pessoas que gostam da expressão “gente de bem”. Mas nessa questão de identidade de gênero, penso que são definições curtas bem razoáveis “mulheres são seres humanos com vagina” e “homens são seres humanos com pênis”.

Não defendo essa distinção “porque Deus quis assim” – quem sou eu para saber o que Deus quer, quis e quererá – ou por particular apreço às ciências biológicas (até parece, tenho pesadelos constantes nos quais ainda estou no colégio, apesar de estar com minha idade atual, e me vejo ameaçado de reprovação em Biologia; para me safar, tenho de tirar mais de 80 numa prova da Edmara, sei que não conseguirei, e a professora está impassível antes meus apelos arrogantes de “você não vai fazer isso comigo, sabia que eu tenho um diploma de mestrado?”). Apenas não encontrei conceitos mais claros para “homem” e “mulher” do que os ensinados pelas Ciências Naturais. Estou pronto a rever meu ponto de vista reacionário caso alguém me apresente bons argumentos, mas até agora…

Admitindo que a identidade de gênero seja uma construção social, como classificar uma pessoa como mulher ou homem? “De acordo com o modo como essa pessoa se sente”, diz a resposta média progressista. Certo, mas que tipo de repertório uma pessoa tem de adquirir para sentir-se mais confortável se reconhecendo ou como homem ou como mulher? As respostas que me ocorreram a esse questionamento me parecem de sabor mais retrógrado do que a boa e velha divisão falo-uterina, e com consequências de maior potencial gerador de intolerância.

Se ostentar um pipi nada tem a ver com ser macho, como pode um ser humano (eventualmente nascido sem supérflua verga) reunir condições para saber que é homem de verdade? Quando conseguir entender sem dificuldades o que é um impedimento no futebol? Quando não se importar para a diferença entre xampu e condicionador? Quando sentir-se em plena satisfação ao sair com amigos tarde da noite, beber cerveja no bar, contar piadas e não conter alguns arrotos?

E uma mulher digna, quais as características a apresentar? Ter preferência por rosa e adorar scarpins? Usar cabelo comprido e desejar muito aquele vestido na vitrine? Conhecer pelo menos 15 nomes para esmalte vermelho? Ser delicada e andar com um discreto rebolado? Parece um pouco impreciso, não?

Dizer que existem mais classificações de gênero do que “mulher” e “homem” apenas mostra um recurso retórico desprovido de sentido, pois a assunção de possibilidades como “travesti”, “transgênero” e “transexual” implica necessariamente a existência de uma divisão prévia – entre homem e mulher.

Para quem realmente se importa com a aceitação da diversidade e com a tolerância às manifestações alheias – luta das mais justas –, melhor do que armar-se para batalhas ociosas é fazer perceber que determinados fatores comportamentais não se apresentam com exclusividade em homem ou mulher. É perfeitamente banal ver homens tendo relação com outros homens, mulheres com mulheres, homens admirando Liza Minelli, mulheres trocando pneu de carro com boné na cabeça e marlboro pendendo ao leste nos lábios, homens vibrando com mais um episódio de Sex and the City – o fato de ter um vexatório mau gosto não o impede de ser homem com “h”.